Pequeneza

Tenho.
Temo.
Por isso eu finjo,
por isso eu fujo.

Publicado em Poesias | Deixe um comentário

Poesia-6

Como alguém, surgiu em uma noite densa? Cansado o astro rei pôs-se  a descansar…

Imperiosa a hóstia celeste levantou-se com seus pequenos súditos… Jovens meios de crendices e altos montes ergueram-se ao horizonte, onde uma viela larga e misteriosa põe-se a revelar a cada passo dado.

A luz lunar beija o oceano escuro, a prateada camada superficial dança ao som dos sonos e sonhos do planeta.

Uma voz melodioso canta uma ária pura e sublime, revelando a imensidão da diversidade planetária. A coruja imperiosa reina, cantando a solidão, a filosofar a busca por alimento.

O respeito da troca, do desejo mais oculto, nos eflúvios da natureza torna-se o mais perfeito conjunto vivo. Acordado de um sobressalto, levanto, olho pela janela…

Estou na bela praia!!

02/03/2011

Prainha – SC

Publicado em Poesias | Marcado com , | Deixe um comentário

Chama ao Fim

Uma palavra como o sopro me desperta com a frieza… O vestido negro cai sobre meus olhos, esfolando a alma e obstruindo uma sensação… Face rosada com uns pequenos vermes a imiscuir em tempos, um deles julgou ser o líder e agora devorará minha carne… Com o zelo, fulgurou a metade do sentir oculto, onde as ondas da fantasia beijam a fronte branca e volúvel do pensamento… Reminiscência que subjaz em cada palavra acariciada pelos fortes lábios da razão, firma o ser e voltam a cada instante… Terás tu, uma vida digna? Repouso na calada imaterial, com o negro pasto da luz momentânea… Sente-se aqui! Você deve ser um grande! Lento em um firmamento, oblitera seu existir, apagando a vela… E o futuro?
Incerto…

05/03/2012

Publicado em Poesias | Marcado com , , | Deixe um comentário

Espera

A morte acaricia com um belo sorriso… Tísico! Um lúgubre momento volta o despertar da realidade… Trabalho! Um espanto espera para lhe presentear com dor e solidão… São os ratos fétidos, sensíveis a luz, que pousam suas pequenas patas na direção dos rios… A força das ondas do mar de lágrimas agora esculpe a rocha do coração em um precipício, Onde ainda luto em retirar a semente mais bela e satisfatória… No arco que se estendeu sobre o pranto amargo, meus olhos caem por terra, brotando deles: poesia e amor. Um vento forte insiste em espancar os frágeis… Até que venham por terra e decompositores os devorem… Por um instante me alegro: Existi!! Mas logo lembro que foi um bom tempo passado… Embarco! Aguardo agora, no vácuo da eternidade, o momento… E que algo aconteça…

03/03/2011

Publicado em Poesias | Marcado com , , | Deixe um comentário

Dvagar-3

Gestos louvados do asco, impuros e atormentados sonhos,
Desejam agora consumir
O resto de felicidade que resta…
Junto um resíduo de forças, com intuito
De lutar contra a próxima fadiga..
Perdi todo o desejo, tornando as mãos cansadas,
Um zéfiro manhoso que limpou o
Tormento desgastado… mas, mais arraigado,
Cidade infinita de recém-amantes…
Após a procela, nasceu o grande e livre pensamento: Amor…

??/??/2010

Publicado em Uto--pia | Marcado com , , | Deixe um comentário

Poesia-7

Ilumina-me boa luz!
Impassível são meus olhos:
Imundos, torpes e vulgares…
Já não relembro bons tempos…
Intrometido és tu!
E por quê?
Invadiu meu pensamento…

(Do meu poema pra mim)

6/10/2010

Publicado em Poesias | Marcado com , | Deixe um comentário

Dvagar-2

Nodoso, furtivo, real e aos passos lentos, um deslocar de uma temperança, uma emoção ligada ao objeto vazio e inexistente. Num movimento alegre e mórbido, desgraça-se na solidão de uma filosofia vazia e sem sentido! Parte de lado a lado, cabisbaixo, como um cão enxotado, uma real criança advertida!

A falsa liberdade! A mais mentirosa e vulgar!! Suspirando brame contra o próprio peito, aturdido e ébrio de uma loucura: uma procura com um fim comum! Regride e reitera uma fosca e tímida vontade, que paulatinamente, torna-se a força de seu existir. Como um sentido pode transformar-se em uma verdade? É o desejo que aflora por todos os poros. O acaso é um produto do seu desejo oculto: uma mentirinha?!

Atrás de seus olhos um indivíduo impuro, lastimoso, crê sinceramente ter o descoberto! A falsa profecia… sempre existiu no mundo, nasceu com o primeiro átomo da Terra…

Traçando a caneta aos poucos toma-se de vida, cria-se uma alma, uma realidade liga o passado com esse presente insípido… A quem devo julgar por minhas atitudes? Não! Frescura do dia cinzento: é a carne que lhe tempera… Um bom dia a todos!!!

01/03/2011

Publicado em Uto--pia | Marcado com , | Deixe um comentário

Poesia-5

A ferida seca, espumosa e latejante
Não é mais a da mente...
É agora o peito quem adoece,
Sofre, finge e atormenta...
Não mais mente que é da mente,
Não mais sente que está doente,
Apenas ausente...
Ante o presente!
A dor?
Agora é por Amor...

??/??/2011
Publicado em Poesias | Marcado com | Deixe um comentário

Dvagar-1

A grande e salutar consciência, chega-se o momento da apoteose,
tão esperada por todos os filósofos que foram impedidos de dizer
a verdade, com momentos de loucuras a ponto de achar verdade
em livros banais, como ver um belo monte, escalá-lo e não 
sentí-lo como a racionalidade lhe ordena! Observamos a fundo
nossas pequenas relações que condicionam mais a animalidade
do que a própria racionalidade, um deseja o outro de toda forma,
mas essa forma é uma forma sutil, porque ela é o objeto de
procura de todos, que está além(ou atrás)do que deveriam 
estar... Loucura? Talvez! Mas um espírito inquieto busca isso 
a todo instante, só não explícito como palavras lançadas, mas
como objetos interioriorizados, pensamentos, ou seja, a dominação
total do inconsciente por um consciente.

??/??/2010
Publicado em Uto--pia | Marcado com , | Deixe um comentário

Te Desejo

No meu tempo e na minha voz interna, me dizem palavras doces.
Em minhas atitudes arrogância. Quero estar no lugar onde poupe 
todo meu esforço, e surja alguém que salve-me desse mundo.
Um mundo de nicotina e cafeína, onde possa ser livre e com todo 
o tempo do mundo para escolher...
Onde possa sentir realmente que sentem o que há para ser sentido,
com todo o sentido real. Fazer da vida uma eterna e doce fantasia,
onde nasça somente a poesia e o encontro orginal da boa música!
Que os homens, crianças e mulheres plantem com a boa mão, e 
que todos tenhamos o final justo.

04/06/2010
Publicado em Uto--pia | Deixe um comentário